Por que armazenar?

Desde 1988, já foram realizados 14.000 transplantes de sangue de cordão umbilical, tratando mais de 40 doenças.

Vários tecidos já foram obtidos através da cultura programada de Células-Tronco, tais como: hepático, cardíaco, neuronal, ósseo e muscular. Com isso, o Sangue de Cordão Umbilical poderá vir a ser a fonte inesgotável de recursos biológicos na área de engenharia de tecidos. É a única garantia de compatibilidade completa com o seu filho. O sangue de cordão umbilical criopreservado fica protegido dos efeitos ambientais nocivos.

As células do cordão umbilical são jovens e biologicamente tolerantes, isso leva a diminuição dos efeitos colaterais e o aumento da possibilidade de transplante entre pessoas parcialmente compatíveis. A coleta não oferece risco ao bebê e a mãe. O custo do transplante utilizando sangue de cordão umbilical é sensivelmente inferior ao processo que engloba o tratamento e a procura de um doador compatível.

Enquanto o câncer na fase pediátrica raramente utiliza transplante autólogo, entre pacientes adultos esse tipo de transplante é muito mais comum. Portanto, a utilização do sangue de cordão umbilical para o próprio indivíduo ficará cada vez mais comum conforme as crianças desta geração tornam-se adultas. (National Cancer Institute).

Avanços na área genética permitirão ampliar o uso do sangue de cordão umbilical para doenças de origem genética. A expansão celular, prevista para os próximos 5 anos, permitirá o tratamento em pacientes com peso superior a 40 kg.

Para pacientes com doenças imunológicas e oncológicas em tratamento que podem ser beneficiados com transplante usando o próprio sangue de cordão umbilical. Minorias étnicas apresentam mais dificuldade de encontrar um doador compatível.

Doenças tratadas com sangue do cordão umbilical

Inicialmente, é imprescindível definir algumas nomenclaturas científicas comumente utilizadas na área de transplante:

  • Transplante Autólogo: A falta de doadores compatíveis levou ao desenvolvimento de técnicas onde a própria célula-tronco do paciente é usado no seu tratamento. A célula-tronco é coletado dentro de uma fase onde o paciente não apresenta doença clínica, é congelado e re-infundido após tratamento com altas doses de quimioterapia e/ou radioterapia. Habitualmente, as células do próprio paciente (autólogas) apresentam melhor resultado do transplante por apresentar compatibilidade idêntica e, portanto, ausência de rejeição imunológica. Entretanto, há um risco das células conter um resquício de células tumorais viáveis levando a recaída da doença prévia. Não é indicado em doenças genéticas.
  • Transplante Singênico: É o uso da célula-tronco de um irmão gêmeo idêntico ao paciente. Como o transplante autólogo, esse procedimento não apresenta impedimento imunológico ao transplante e não é indicado em doenças genéticas.
  • Transplante Alogênico: É o uso da célula-tronco de uma pessoa com composição genética diferente do paciente, podendo ser de origem familiar (principalmente irmão) ou não (geralmente banco público).O grande problema deste tipo de transplante são as diferenças de compatibilidade que existe entre o doador e o receptor, mesmo sendo tecnicamente compatíveis. Desta forma, o sistema imunológico do paciente pode rejeitar as células do doador ou, alternativamente, as células do doador destruir progressivamente os tecidos do receptor. Esta última reação é conhecida como doença do enxerto contra o hospedeiro.

De uma forma geral, estas respostas imunológicas resultam em grave efeito colateral.
Entretanto, em algumas doenças, um aspecto muito positivo é verificado. Isso ocorre quando a doença do enxerto contra o hospedeiro ataca as células tumorais viáveis ainda remanescente após intensa quimioterapia e/ou radioterapia. É indicado em doenças genéticas.

Conheça as principais doenças já tratadas com sangue de cordão umbilical

(Aqui estão listadas os transplantes alogênicos, de fonte familiar ou não, exclusivos de sangue de cordão umbilical).

Neoplásias (tumorais malignas)

  • Leucemia linfoblástica aguda
  • Leucemia mielóide aguda
  • Linfoma de Burkitt
  • Leucemia mielóide crônica
  • Leucemia mielóide crônica juvenil
  • Leucemia mielomonocítica juvenil
  • Lipossarcoma
  • Síndrome mielodisplásica
  • (leucemia mielomonocítica crônica)
  • (Anemia refratária copm excesso de blastos)
  • Neuroblastoma
  • Linfoma não-Hodgkin
  • Doença de Hodgkin
  • Retinoblastomaue de cordão umbilical).

Imunodeficiência

  • Doença Granulomatosa crônica
  • Síndrome de Omenn
  • Severa combinada
  • Disgenesia reticular
  • Displasia tímica
  • Síndrome de Wiscott-Aldrich
  • Doença linfroproliferativa ligado ao X
  • Deficiência de adesão leucocitária

Síndrome de falência medular

  • Anemia Aplásica
  • Anemia de Blackfan-Diamond
  • Disqueratose congênita
  • Anemia de Fanconi
  • Trombocitopenia amegacariocítica
  • Síndrome de Kostmann

Hemoglobinopatias (Doenças do Metabolismo)

  • Anemia falciforme
  • Talassemia beta
  • Adrenoleucodistrofia
  • Lipofuscinose
  • Doença de Gunther
  • Doença de Hunter
  • Síndrome de Hurler
  • Doença de Lesch-Nyhan
  • Síndrome Maroteaux-Lamy

Outras

  • Síndrome de Evans
  • Histiocitose de células de Langerhans
  • Osteopetrose

Referência

1. Broxmeier HE, ed. Cord Blood: Biology, Immunology, Banking and Clinical Transplantation. Bethesda, MD: American Association of Blood Banks, 2004. (Livro essencial para a compreensão de todos pontos do sangue de cordão umbilical, foi publicado pela poderosa associação norte-americana de bancos de sangue/AABB e coordenado pelo Prof Dr Hal E Broxmeier, cientista que participou do primeiro transplante de sangue de cordão umbilical junto com a Prof Dra E Gluckman)

2. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diretoria Colegiada. Resolução RDC número 153, de 14 de junho de 2004. In: Saúde Md, editor. Agência Nacional de Vigilância Sanitária: Diário Oficial da União; 24 jun. 2004.

3. Ofício 1096/2008/GPROP/ANVISA sobre adequações em contrato de estocagem do sangue de cordão umbilical e material publicitário do BSCUPA Criogênesis, que determina: “ao informar ou listar doenças, que já forma tratadas a partir da utilização terapêutica das célula-tronco hematopoéticas, bem como indicar estatísticas de utilização destas células em transplantes, solicitamos que seja esclarecido ao consumidor a fonte das células-tronco utilizadas para o tratamento das respectivas doenças se provenientes do sangue de cordão umbilical, de medula-óssea ou do sangue periférico, e se autólogas ou alogênicas.”

Conheça algumas crianças que já utilizaram o próprio sangue de cordão umbilical

(Aqui foram colocados exclusivamente os transplantes autólogos)
Doença Banco Hospital Data Referência
Neuroblastoma Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, Brasil Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, Brasil 1998 Ferreira e cols 1999
Anemia Aplásica Viacord, EUA Mount Sinai Medical Center, Nova Iorque, EUA 02/04/2001 Fruchtman e cols, 2001
Fruchtman e cols 2004
Thornley e cols
2004
Falcon, Krauss, Gunter 2006
Retinoblastoma Mount Sinai Hospital, Canadá Hospital for Sick Children, Canadá 13/04/2001 Thornley e cols 2004
Neuroblastoma Viacord, EUA The Children’s Hospital, EUA 11/12/2001 Thornley e cols 2004
Falcon, Grauss, Gunter 2006
Anemia Aplástica CBR, EUA University of Minnesota, EUA 04/02/2002 Harris, Mapother, Brown 2003
Hough e cols 2003
Thornley e cols 2004
Anemia Aplástica Cryo-Cell, EUA Cedars-Sinai MedicalCenter, EUA Agosto de 2002 Cryo-Cell
Shwachman-Diamond California Cryobank, EUA Children’s Hospital, Denver, EUA Maio 2003 Thornley e cols 2004
Meduloblastoma Eurocord
SlovakRepublic
University Children’sHospital
Slovakia
Abril de 2004 Eurocord-Slovakia
Leucemia Linfocítica
Aguda
CorCell, EUA Advocate Hope Children’s Hospital
Oakland, EUA
02/08/2004 Hayani e cols 2007
VITA 34
Anemia Aplástica CBR, EUA Children’s Hospital, Seattle, EUA 02/09/2004 Thornley e cols 2004
Injúria Cerebral por Hipóxia CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 15/02/2005 CBR
Diabetes tipo I Cryo-Cell Shands Hospital, Universityof Florida, Gainesville, EUA Agosto de 2005 Cryo-Cell
Injúria Cerebral por Anóxia/ Doença de Angelman Cryo-Cell,EUA Duke University, Durham, EUA Agosto de 2005 Cryo-Cell
Paralisia Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 11/10/2005 CBR
Injúria Cerebral por Hipóxia University of Hamburg, Alemanha Dezembro de 2005 VITA 34
Diabetes tipo I Family Cord Blood Services, EUA Shands Hospital, Universityof Florida, Gainesville, EUA Janeiro de 2006 Family Cord Blood Services
Neuroblastoma Cryo-Cell, EUA Vanderbilt UniversityMedical Center, Nashville, EUA Janeiro de 2006 Cryocell
Anemia Aplástica CBR,EUA City of Hope, Duarte, EUA 13/02/2006 CBR
Tumor Embrionário Supratentorial Insception Biosciences, Canadá Hospital for Sick Children,Toronto, Canada 21/03/2006 Insception Biosciences
Diabetes tipo I Elie Katz Umbilical Cord Blood Bank, EUA Shands Hospital Universityof Florida, Gainesville, EUA 24/03/2006 Elie Katz Umbilical Cord Blood Bank
Paralisia Cerebral Cryo-Cell, EUA Duke University, Durham, EUA Abril 2006 Cryo-Cell
Diabetes tipo I Cryo-Cell, EUA Shands Hospital Universityof Florida, Gainesville, EUA Maio 2006 Cryo-Cell
Anemia Aplástica CBR, EUA City of Hope, Duarte, EUA 31/07/2006 CBR
Anemia Aplástica CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 19/09/2006 CBR
Paralisia Cerebral Cryo-Cell, EUA Duke University Setembro de 2006 Cryo-Cell
Paralisia Cerebral Insception Biosciences,Canada Duke University, Durham, EUA 09/01/2007 Insception Biosciences
Paralisia Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 09/01/2007 CBR
Injúria Cerebral Isquêmica Cryo-Cell/td> Duke University, Durham, EUA Janeiro de 2007 CBR
Diabetes tipo I Insception Biosciences, Canadá Shands Hospital, Universityof Florida, Gainesville, EUA 22/02/2007 Insception Biosciences
Diabetes tipo I CBR, EUA Shands Hospital, Universityof Florida, Gainesville, EUA 01/03/2007 CBR
Disgenesia do Corpo Caloso (SNC) Viacord, EUA Duke University, Durham, EUA 20/03/2007 Viacord
Diabetes tipo I Viacord, EUA Miami Children’s Hospital,Miami, EUA 23/03/2007 Viacord
Câncer Cerebral Viacord, EUA/td> Shands Hospital, Universityof Florida, Gainesville, EUA 29/03/2007 Viacord
Sépsis após Transplante Fígado Cryo-Cell, EUA Medical College of Virginia,Richmond, EUA Março 2007 Cryo-Cell
Paralisia Cerebral Insception Biosciences, Canadá Miami Children’s Hospital,Miami, EUA 20/03/2007 Viacord
Doença Imunológica Rara CBR/EUA Children’s MemorialHospital, Chicago, EUA 30/04/2007 CBR
Paralisia Cerebral CBR, EUA/td> Duke University, Durham, EUA 15/05/2007 CBR
Diabetes tipo I CBR, EUA Shands Hospital, Universityof Florida, Gainesville, EUA 17/05/2007 CBR
Diabetes tipo I CorCell, EUA Shands Hospital, Universityof Florida, Gainesville, EUA 11/06/2007 CorCell
Diabetes tipo I CBR,EUA Shands Hospital, Universityof Florida, Gainesville, EUA 20/07/2007 CBR
Paralisia Cerebral CBR, EUA/td> Duke University, Durham, EUA 24/07/2007 CBR
Paralisia Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 28/08/2007 CBR
Kernicterus CorCell, EUA University of Minnesota,Minneapolis, EUA 07/09/2007 CorCell
Neuroblastoma CordBank, New Zealand Starship Children’s Hospital, Auckland, Nova Zelândia Setembro de 2007 CordBank
THAI StemLife,Thailand THAI StemLife, Thailand Samitivej Srinakarin Children’s Hospital,Bangkok, Thailand Paralisia Cerebral THAI Stem Life/td>
Paralisis Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 23/10/2007 CBR
Paralisis Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 04/12/2007 CBR
Neuroblastoma Progenics Cord BloodCryobank, Canada Queen Mary Hospital, Hong Kong 10/12/2007 Progenics
Paralisisa Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 15/01/2008 CBR
Paralisisa Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 22/01/2008 CBR
Diabetes tipo I CBR, EUA Shands Hospital Universityof Florida, Gainesville, EUA/td> 08/02/2008 CBR
Retinoblastoma Insception Biosciences, Canadá Hospital for Sick Children,Toronto, EUA 13/02/2008 Insception Biosciences
Injúria Cerebral Inespecífica CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 26/02/2008 CBR
Paralisia Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 18/03/2008 CBR
Paralisia Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 25/03/2008 CBR
Encefalite CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 08/04/2008 CBR/td>
Paralisia Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 15/04/2008 CBR
Paralisia Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 06/05/2008 CBR
Diabetes tipo I CBR, EUA/td> Shands Hospital Universityof Florida, Gainesville, EUA 25/03/2008 CBR
Paralisia Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 27/05/2008 CBR
Paralisia Cerebral CBR, EUA Duke University, Durham, EUA 27/05/2008 CBR
Diabetes tipo I Insception Biosciences, Canadá Shands Hospital, Universityof Florida, Gainesville, EUA Pendente Insception Biosciences
Injúria Cerebral por Hipóxia CordBank, Nova Zelândia Duke University, Durham, EUA/td> Agosto/2008 CordBank

Fonte:
Tabela feita elegantemente por Frances Verter PhD, publicada originalmente no site:
www.parentsguidecordblood.com (direitos reservados à autora).

Tradução é de responsabilidade do Dr Nelson Hidekazu Tatsui, Diretor-Técnico da Criogênesis Banco de Cordão Umbilical

Referência
1. Broxmeier HE, ed. Cord Blood: Biology, Immunology, Banking and Clinical Transplantation. Bethesda, MD: American Association of Blood Banks, 2004. (Livro essencial para a compreensão biológica do sangue de cordão umbilical, foi publicado pela poderosa associação norte-americana de bancos de sangue/AABB e coordenado pelo Prof Dr Hal Broxmeier, cientista que participou do primeiro transplante de sangue de cordão umbilical junto com a Prof Dra Eliane Gluckman)

2. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diretoria Colegiada. Resolução RDC número 153, de 14 de junho de 2004. In: Saúde Md, editor. Agência Nacional de Vigilância Sanitária: Diário Oficial da União; 24 jun. 2004.

3. Verter F, ed. Children Who Used Their Own Cord Blood. Disponível em : www.parentsguidecordblood.com Acessado em 17/10/2008.

4. Ofício 1096/2008/GPROP/ANVISA sobre adequações em contrato de estocagem do sangue de cordão umbilical e material publicitário do BSCUPA Criogênesis, que determina: “ao informar ou listar doenças, que já foram tratadas a partir da utilização terapêutica das célula-tronco hematopoéticas, bem como indicar estatísticas de utilização destas células em transplantes, solicitamos que seja esclarecido ao consumidor a fonte das células-tronco utilizadas para o tratamento das respectivas doenças se provenientes do sangue de cordão umbilical, de medula-óssea ou do sangue periférico, e se autólogas ou alogênicas.”

O uso clínico do Sangue de Cordão Umbilical em famílias sem risco definido é muito baixo. Embora a ciência demonstre um aumento na utilização clínica da Célula-Tronco do Sangue de Cordão Umbilical, grande parte ainda está na fase experimental e não deve ser especulado como tratamento disponível atualmente. Além disso, não podemos garantir o uso da Célula-Tronco Autóloga (do próprio paciente) em todas as doenças genéticas. Reiteramos nosso compromisso com a Ética e a Saúde Pública por meio da divulgação do Banco de Sangue de Cordão Umbilical Público e de informações cristalinas e precisas sobre o objetivo do Banco Privado.